Numa conferência de imprensa, onde também estava um bêbado ao fundo da sala, um repórter da RTP fez uma última pergunta aos três políticos presentes:
"Meus Senhores, se fossem solteiros, com quem gostariam de casar?"
O primeiro a responder foi Santana Lopes, o presidente da C.M.L.:
"Com a Catarina Furtado, a mulher mais bonita de Portugal!"
E o bêbado, lá no fundo, aplaude e grita:
"Isso mesmo, muito bem, casou pela beleza, muito bem!!!"
A seguir, o Presidente Sampaio responde:
"Eu casava-me com a minha mulher, porque ela me ama!!!"
E o bêbado, mais uma vez:
"Muito bem, é assim mesmo, casamento por amor! Muito bem!"
Por último, Durão Barroso, para ficar bem no retrato, dá a sua resposta:
"Eu casava-me com Portugal pois o meu coração pertence a este país!"
E o bêbado, num grande estardalhaço:
"É assim mesmo, isto é que é um homem honrado: fodeu, tem que casar!!!
(autor deconhecido) peço perdãso pelo calão
Terça-feira, Janeiro 27, 2004
Domingo, Janeiro 25, 2004
Livros sobre Santa Maria
Quem lida comigo numa base diária, sabe da obsessão sobre Santa Maria. A propósito de tudo e de nada lá encontro um exemplo que tem de se relacionar com a ilha mariense. Talvez para me calarem, «de vez em quando», lá me pedem um livro com informação ou com «coisas» sobre Santa Maria...Nunca sei muito bem o que recomendar e por vezes - quase sempre - não existem traduções.
Gosto muito do livro(s) do saudoso padre Jacinto Monteiro, tenho uma admiração profunda pelos livros de Jaime de Figueiredo e leio sempre com muito prazer o que o senhor Adriano Ferreira tem publicado. Agora, pergunto, não estará na altura ( e se já existir tenho de assumir ignorância tonta) a publicação actualizada de uma colecção de autores de Santa Maria ou que se tenham relacionado com Santa Maria ? Para além dos autores que citei, sugiro as obras poéticas dos senhores padres Serafim de Chaves, Lopes e da extraordinária Madalena Férin ( existem muitos mais obviamente).
E claro, faltará a publicação de uma história contemporânea de Santa Maria, provavelmente a parte mais expressiva da história açoriana da primeira metade do século XX, etc, etc. Reduzir a história de Santa Maria a umas páginas de guia para turistas é quase anedótico...
Uma das vantagens deste e outros «blogs» sobre Santa Maria poderá ser ainda o «arquivar» uma memória da ilha . Por outras palavras, depositar e criar neste mundo dito virtual também os livros sobre Santa Maria que faltam ou não estão disponíveis no mundo «físico».
Concordo totalmente com a excelente ideia do Ricardo sobre a antiga fábrica. É na cultura que Santa Maria se distingue!
António João Correia
Quem lida comigo numa base diária, sabe da obsessão sobre Santa Maria. A propósito de tudo e de nada lá encontro um exemplo que tem de se relacionar com a ilha mariense. Talvez para me calarem, «de vez em quando», lá me pedem um livro com informação ou com «coisas» sobre Santa Maria...Nunca sei muito bem o que recomendar e por vezes - quase sempre - não existem traduções.
Gosto muito do livro(s) do saudoso padre Jacinto Monteiro, tenho uma admiração profunda pelos livros de Jaime de Figueiredo e leio sempre com muito prazer o que o senhor Adriano Ferreira tem publicado. Agora, pergunto, não estará na altura ( e se já existir tenho de assumir ignorância tonta) a publicação actualizada de uma colecção de autores de Santa Maria ou que se tenham relacionado com Santa Maria ? Para além dos autores que citei, sugiro as obras poéticas dos senhores padres Serafim de Chaves, Lopes e da extraordinária Madalena Férin ( existem muitos mais obviamente).
E claro, faltará a publicação de uma história contemporânea de Santa Maria, provavelmente a parte mais expressiva da história açoriana da primeira metade do século XX, etc, etc. Reduzir a história de Santa Maria a umas páginas de guia para turistas é quase anedótico...
Uma das vantagens deste e outros «blogs» sobre Santa Maria poderá ser ainda o «arquivar» uma memória da ilha . Por outras palavras, depositar e criar neste mundo dito virtual também os livros sobre Santa Maria que faltam ou não estão disponíveis no mundo «físico».
Concordo totalmente com a excelente ideia do Ricardo sobre a antiga fábrica. É na cultura que Santa Maria se distingue!
António João Correia
Sábado, Janeiro 24, 2004
Ratos voltam a atacar nos Bairros residenciais do Aeroporto. Uma noite destas um “jeep”, veiculo abundante por aquelas paragens, foi atacado pelos ratos. Eu vi o resultado, tubos de borracha comidos, plásticos e até a própria bateria ficaram danificados. Parece impossível numa Ilha onde se fala de futuro nem se faz controlo das pragas. Culpas? Para todos, Direcção do Aeroporto, Câmara Municipal, Serviços Agrícolas, Serviços Veterinários, Autoridade sanitária e finalmente mas não menos importante os moradores.
Custa muito entrar nos Melos ou onde quer que seja e comprar uns pacotes de veneno para ratos e durante duas ou três semanas colocar em lugares estratégicos?
E depois fala-se de foguetões e outras quimeras. Foguetabraze
Custa muito entrar nos Melos ou onde quer que seja e comprar uns pacotes de veneno para ratos e durante duas ou três semanas colocar em lugares estratégicos?
E depois fala-se de foguetões e outras quimeras. Foguetabraze
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
Conversa
Depois de ler o «post» do "fogotabrase" sobre as ligações aéreas entre Santa Maria e Lisboa, gostaria de dizer o seguinte, em repetição do que escrevi em alguns jornais:
a) A vontade política do Governo Regional ( deste e anteriores) no progresso de Santa Maria foi sempre putativa, sendo um tema para alegrar sessões de esclarecimento e vagos programas eleitorais; Santa Maria não pesa no «xadrez» da política regional e apenas tem direito a migalhas, muitas vezes como esmolas;
b) Bastava uma decisão. Política, mas era uma decisão que fazia e faz sentido para as ligações directas com o exterior da Região, também a partir de Santa Maria ( que é quem tem mais história nesta matéria);
c) Os legítimos representantes da ilha aparentam não ter qualquer tipo de influência; invisíveis, certamente com boas intenções, mas sem resultados. Anos e anos assim.
d) Este Secretário da Economia, com o apreço pessoal que tenho por ele, pura e simplesmente é uma nulidade política. Ninguém pode fazer caso das suas decisões políticas, pois não existem. Não faz nada. Mais do que ridícula é uma real tristeza.
e) Os marienses, os marienses que vivem a sua ilha, independentemente dos partidos, organizações, ideologias têm de se unificar naquilo que mais importa. Só com uma voz organizada e credível é que terão alguma coisa. Se ficarem esperando pelos políticos, bem, é melhor que fiquem sentados.
António João Correia
Depois de ler o «post» do "fogotabrase" sobre as ligações aéreas entre Santa Maria e Lisboa, gostaria de dizer o seguinte, em repetição do que escrevi em alguns jornais:
a) A vontade política do Governo Regional ( deste e anteriores) no progresso de Santa Maria foi sempre putativa, sendo um tema para alegrar sessões de esclarecimento e vagos programas eleitorais; Santa Maria não pesa no «xadrez» da política regional e apenas tem direito a migalhas, muitas vezes como esmolas;
b) Bastava uma decisão. Política, mas era uma decisão que fazia e faz sentido para as ligações directas com o exterior da Região, também a partir de Santa Maria ( que é quem tem mais história nesta matéria);
c) Os legítimos representantes da ilha aparentam não ter qualquer tipo de influência; invisíveis, certamente com boas intenções, mas sem resultados. Anos e anos assim.
d) Este Secretário da Economia, com o apreço pessoal que tenho por ele, pura e simplesmente é uma nulidade política. Ninguém pode fazer caso das suas decisões políticas, pois não existem. Não faz nada. Mais do que ridícula é uma real tristeza.
e) Os marienses, os marienses que vivem a sua ilha, independentemente dos partidos, organizações, ideologias têm de se unificar naquilo que mais importa. Só com uma voz organizada e credível é que terão alguma coisa. Se ficarem esperando pelos políticos, bem, é melhor que fiquem sentados.
António João Correia
Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
Aqui está a primeira proposta, vinda da Velha Maluca, em resposta ao desafio lançado. Em minha opinião, superou as melhores expectativas, pelo que, a fasquia está colocada bem alta.
Agora é só continuarem e pôr a imaginação a trabalhar.
Claro que no final para reclamar o prémio será necessário o bloguista se identificar, como é evidente.
O Secretário Regional da Economia anunciou viagens directas de Madrid para a Terceira. Será isto mais importante do que ligações directas de Santa Maria com Lisboa? ou é uma questão de votos? É certamnete uma questão de votos, eles (os socialistas) dão Santa Maria como favas contadas. Por isso, toca de anunciar obras e soluções para a Terceira onde a coisa pode mudar. É o que n´s merecemos depois de tantos anos a votar cegamente no Partido Socialista. Lentilhas Senhor! Lentilhas!
Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Não sei se é por ter sido fim de semana, ou se a preguiça atacou os bloguistas marienses esta última semana.
Para marcar o "ponto" aqui no Olhometro, aqui ficam mais duas sugestões para GT. Do Karolas, lembram-se?
Pois é, segundo a mentora do projecto Karolas, Mitó, aqui ficam mais duas hípoteses:
"Também pode ser Grande Treta se a coisa não correr bem ou Grande Teta se começar a dar lucros .... enfim GT é como a vodafone ... dá para tudo ....."
Lanço aqui um desafio em jeito de concurso: Aceitam-se propostas para as iniciais GT. O Prémio será uma entrada grátis para a "revista".
Aqui fica a proposta.
Para marcar o "ponto" aqui no Olhometro, aqui ficam mais duas sugestões para GT. Do Karolas, lembram-se?
Pois é, segundo a mentora do projecto Karolas, Mitó, aqui ficam mais duas hípoteses:
"Também pode ser Grande Treta se a coisa não correr bem ou Grande Teta se começar a dar lucros .... enfim GT é como a vodafone ... dá para tudo ....."
Lanço aqui um desafio em jeito de concurso: Aceitam-se propostas para as iniciais GT. O Prémio será uma entrada grátis para a "revista".
Aqui fica a proposta.
Sábado, Janeiro 17, 2004
Boas notícias
Uma boa notícia o regresso do teatro a Santa Maria! Com grandes tradições, era através do teatro que o nosso povo se divertia até ao aparecimento de «coisas» mais modernas como o cinema, que terá começado, salvo erro, em «cima-da-rocha» antes dos anos quarenta.
Seria importante que se fizesse uma recolha dos textos e músicas que eram utilizados ( e escritos), nomeadamente aqueles que tinham origem numa riquíssima tradição oral, talvez anterior ao século XIX.
Acredito que é na cultura que Santa Maria pode e deve fazer a diferença. O fenómeno da imitação por baixo, seguindo a moda «pimba» que reina nestes Açores não serve Santa Maria.
Só agora li o "Baluarte" de Dezembro ( viver transitoriamente no Oceano Pacífico tem destas coisas). A coisa melhorou. Dizem-me os meus «informadores» que o número de Novembro era reforçado na tendência devido a uma visita do Governo Regional. O pragmatismo mariense...Até nos alegados defeitos apetece abraçar Santa Maria.
Resistir
Uma boa notícia o regresso do teatro a Santa Maria! Com grandes tradições, era através do teatro que o nosso povo se divertia até ao aparecimento de «coisas» mais modernas como o cinema, que terá começado, salvo erro, em «cima-da-rocha» antes dos anos quarenta.
Seria importante que se fizesse uma recolha dos textos e músicas que eram utilizados ( e escritos), nomeadamente aqueles que tinham origem numa riquíssima tradição oral, talvez anterior ao século XIX.
Acredito que é na cultura que Santa Maria pode e deve fazer a diferença. O fenómeno da imitação por baixo, seguindo a moda «pimba» que reina nestes Açores não serve Santa Maria.
Só agora li o "Baluarte" de Dezembro ( viver transitoriamente no Oceano Pacífico tem destas coisas). A coisa melhorou. Dizem-me os meus «informadores» que o número de Novembro era reforçado na tendência devido a uma visita do Governo Regional. O pragmatismo mariense...Até nos alegados defeitos apetece abraçar Santa Maria.
Resistir
Estava curioso, mas elucidaram-me.
Já o ET tinha referido, aqui mesmo no Olhometro, aquilo que eu também calculei que fosse.
Mas, aqui vaí o esclarecimento recebido por e-mail da mentora do projecto Karola.GT:
"Boa pergunta ..... GT significa Grupo Teatro mas também serve para Gente Teimosa, Grande Trabalho ( no sentido de volume). E mais não disse porque de momento não me alembrei . Obrigado pela publicidade. "
Mitó
E eu acrescento e sugiro: Grandes Talentos!
Já o ET tinha referido, aqui mesmo no Olhometro, aquilo que eu também calculei que fosse.
Mas, aqui vaí o esclarecimento recebido por e-mail da mentora do projecto Karola.GT:
"Boa pergunta ..... GT significa Grupo Teatro mas também serve para Gente Teimosa, Grande Trabalho ( no sentido de volume). E mais não disse porque de momento não me alembrei . Obrigado pela publicidade. "
Mitó
E eu acrescento e sugiro: Grandes Talentos!
Nesta minhas deambulações pela Blogosfera, acabei por ir parar a uma página, deveras interessante.
Trata-se de um inquérito sobre blogs e bloguistas, realizado por uma estudante de Doutoramento do prestigiante MIT. O inquerito, realizado on-line, constituirá a base do trabalho a apresentar .
Dado o crescente fenomeno dos Blogs, será de todo o interesse podermos contribuir desta forma para o seu estudo. No final do inquérito, há a possibilidade de solicitar o envio dos resultados desse estudo, o qual será também interessante.
Trata-se de um inquérito sobre blogs e bloguistas, realizado por uma estudante de Doutoramento do prestigiante MIT. O inquerito, realizado on-line, constituirá a base do trabalho a apresentar .
Dado o crescente fenomeno dos Blogs, será de todo o interesse podermos contribuir desta forma para o seu estudo. No final do inquérito, há a possibilidade de solicitar o envio dos resultados desse estudo, o qual será também interessante.
Sexta-feira, Janeiro 16, 2004
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
"Foi criado oficialmente, e na sequência da revista È DE GRITOS , no dia 10 do corrente, o Grupo de Teatro Karolas.GT , que integra o núcleo cultural do Clube Ana . Já estamos a trabalhar no próximo espectáculo e também já temos uma pequena digressão agendada. Portanto, esperemos que o Teatro renasça com força na nossa Ilha."
Excelente inicíativa, que desde já se sauda com votos de grandes sucessos.
Há, porém, uma coisa que me está a deixar curioso. Karolas, sabemos o que são e quem são, mas o que significa "GT"?
Elucidem-me, para podermos partilhar aqui, na Blogosfera.
Botafaladura
Excelente inicíativa, que desde já se sauda com votos de grandes sucessos.
Há, porém, uma coisa que me está a deixar curioso. Karolas, sabemos o que são e quem são, mas o que significa "GT"?
Elucidem-me, para podermos partilhar aqui, na Blogosfera.
Botafaladura
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
Santa Maria ou a concepção poética do abandono
Santa Maria também é moldada por mitos que ainda não conseguiu, ou não desejou, abandonar: o mito do aeroporto, como factor de progresso e riqueza; o mito da emigração, como exemplo de liberdade, oportunidade e independência económicas; o mito do poder político como Messias.
O aeroporto colonizou a ilha, obrigando a perceber que as fronteiras de uma certa ideia de modernidade poderiam ser abertas. Durante dezenas de anos foi o expoente da verdade mariense sobre o futuro. Qualquer destino só poderia passar pelo aeroporto. Criou-se a típica dependência, dolorosa, tendo em conta que as alternativas nunca foram sérias.
O mito da emigração mariense é muito antigo, violentamente anterior ao século XIX. Do Brasil à corrida do ouro na Califórnia, é no sonho da partida que se realizará a construção de uma liberdade de acção, a oportunidade de fugir ao destino e a utopia de voltar um dia. Assistir a um império em Hudson, diz-nos mais sobre a verdade poética de Santa Maria do que qualquer amante apaixonada.
O poder político se é confuso sobre Santa Maria, estranho com as suas gentes, quase sempre mal preparado, foi gerindo alvoroços, tentando imitar o fenómeno português da cultura do desmazelo. Também aqui se inventou uma subordinação, novos expedientes de adiamento, pecado com misérias e glórias pouco claras.
Ilustres marienses: o que falta para se cumprir Santa Maria?
Resistir
Santa Maria também é moldada por mitos que ainda não conseguiu, ou não desejou, abandonar: o mito do aeroporto, como factor de progresso e riqueza; o mito da emigração, como exemplo de liberdade, oportunidade e independência económicas; o mito do poder político como Messias.
O aeroporto colonizou a ilha, obrigando a perceber que as fronteiras de uma certa ideia de modernidade poderiam ser abertas. Durante dezenas de anos foi o expoente da verdade mariense sobre o futuro. Qualquer destino só poderia passar pelo aeroporto. Criou-se a típica dependência, dolorosa, tendo em conta que as alternativas nunca foram sérias.
O mito da emigração mariense é muito antigo, violentamente anterior ao século XIX. Do Brasil à corrida do ouro na Califórnia, é no sonho da partida que se realizará a construção de uma liberdade de acção, a oportunidade de fugir ao destino e a utopia de voltar um dia. Assistir a um império em Hudson, diz-nos mais sobre a verdade poética de Santa Maria do que qualquer amante apaixonada.
O poder político se é confuso sobre Santa Maria, estranho com as suas gentes, quase sempre mal preparado, foi gerindo alvoroços, tentando imitar o fenómeno português da cultura do desmazelo. Também aqui se inventou uma subordinação, novos expedientes de adiamento, pecado com misérias e glórias pouco claras.
Ilustres marienses: o que falta para se cumprir Santa Maria?
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Terça-feira, Janeiro 13, 2004
Nasceu a primeira Filha
É verdade nasceu a primeira filha da Blogosfera Mariense, força Maria e não te esqueças de postar é que andam ai uns amigos nossos que já perderam o te............ Eh o que é isto? nada de palavrões!
É verdade nasceu a primeira filha da Blogosfera Mariense, força Maria e não te esqueças de postar é que andam ai uns amigos nossos que já perderam o te............ Eh o que é isto? nada de palavrões!
Da Diáspora mariense
De um Mariense radicado no estrangeiro recebi este e-mail na caixa postal do Foguetabrase achei que o devia partilhar convosco e com ele. São, na verdade, estes ecos da "estranja" e de cá, que nos fazem voltar todos os dias aos nossos blogs.
Passo a citar:
"Sou descendente Mariense, com grande honra de o ser
os Marienses estao de parabens, um excelente trabalho dos blogs
gosto de vir ao binoculo do pico alto todos os dias
encontra-se de tudo, coisas serias e algumas para rir
desejo que continue com grande sucesso
para muitos de nos, principalmente emigrantes, e uma maneira
de estarmos perto da nossa Ilha.
desejo muita saude e forca para a frente com um bom trabalho
estao de parabens.
um mariense"
De um Mariense radicado no estrangeiro recebi este e-mail na caixa postal do Foguetabrase achei que o devia partilhar convosco e com ele. São, na verdade, estes ecos da "estranja" e de cá, que nos fazem voltar todos os dias aos nossos blogs.
Passo a citar:
"Sou descendente Mariense, com grande honra de o ser
os Marienses estao de parabens, um excelente trabalho dos blogs
gosto de vir ao binoculo do pico alto todos os dias
encontra-se de tudo, coisas serias e algumas para rir
desejo que continue com grande sucesso
para muitos de nos, principalmente emigrantes, e uma maneira
de estarmos perto da nossa Ilha.
desejo muita saude e forca para a frente com um bom trabalho
estao de parabens.
um mariense"
Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
Política partidária
Não concordo totalmente com o interessante «post» do Paulo Henrique sobre o notável desempenho da Câmara Municipal de Vila do Porto. O facto de só agora começarem é um acontecimento que merece festejos e até a contratação de algum estudo internacional, uma festa com algum cantor «pimba», uma sessão contínua de auto galanteios. É que habitualmente a lentidão dura anos, anos e anos.
Para mim será sinal de outra coisa: as lutas fratricidas para os lugares de deputado do PS por Santa Maria regressaram às análises da política local. Percebe-se, pois, que existe a ambição legítima de uma(s) transferência da Câmara para o lugar elegível de deputado. É que a Câmara ainda dá algum trabalho(?) e responsabilidade. Como deputado, basta ir receber o salário e a «justa» reforma.
O velho caciquismo do século XIX português, tem na política mariense, um campo de amizade exemplar!
Resistir
Não concordo totalmente com o interessante «post» do Paulo Henrique sobre o notável desempenho da Câmara Municipal de Vila do Porto. O facto de só agora começarem é um acontecimento que merece festejos e até a contratação de algum estudo internacional, uma festa com algum cantor «pimba», uma sessão contínua de auto galanteios. É que habitualmente a lentidão dura anos, anos e anos.
Para mim será sinal de outra coisa: as lutas fratricidas para os lugares de deputado do PS por Santa Maria regressaram às análises da política local. Percebe-se, pois, que existe a ambição legítima de uma(s) transferência da Câmara para o lugar elegível de deputado. É que a Câmara ainda dá algum trabalho(?) e responsabilidade. Como deputado, basta ir receber o salário e a «justa» reforma.
O velho caciquismo do século XIX português, tem na política mariense, um campo de amizade exemplar!
Resistir
“
BLOGMANIA
A blogmania parece que se instalou duma forma arrebatadora na Ilha de St.ª Maria. O aparecimento como cogumelos (espera-se que não sejam venenosos) desta nova forma de comunicação tem vindo a granjear larga simpatia em vários extractos do nosso pequeno meio. È saudável que assim seja. De certeza que contribuirão para um maior conhecimento não só dos problemas da Ilha mas, fundamentalmente, na apresentação de sugestões, ideias, projectos etc., com a finalidade primeira e única de engrandecer St.ª Maria e não como trampolim para atingir objectivos pessoais ou como janela de puro mal dizer que obviamente só serve a mentes doentias e prejudica seriamente este nosso pequeno reduto que é a Ilha do sol.
Se for por bem que venham mais.
Garajau “
Recebi por e-mail o comentário que acima transcrevi. Não tenho por hábito responder a desafios anónimos. Contudo, por achar que com esta resposta posso contribuir para mudar um pouco o estado em que está medrosa a opinião Mariense, aqui vai
Agradeço o seu comentário, é dos comentários dos meus leitores que alimento a minha inspiração. Contudo, permita-me algumas considerações sobre o mesmo:
A blogosfera é hoje considerada, em Portugal, como o local onde melhor se pensa e se escreve em Português. Para atingir objectivos pessoais parece-me um meio pouco eficiente, numa Ilha como Santa Maria, é mais fácil fazer política boca a boca, entre o ASAS, o Pipas e o bar do Minimercado do Ângelo, ou no Central Pub e no Bar do Clube Naval, do que propriamente num blog.
A Blogosfera permite depositar diariamente mais do que uma vez por dia pequenos pensamentos, filosofias muito pessoais, cogitações muito próprias que não são possíveis de ver publicadas em qualquer jornal ou revista. Uns por serem demasiado pequenos, outros por serem demasiado maus.
Quanto a mal dizer, não me parece que seja grave a critica séria desde que as pessoas se identifiquem e todos saibamos quem elas são. Se for Gente como você que para me mandar um comentário preferiu o anonimato de um endereço electrónico HOTMAIL, o assunto torna-se mais grave e tem como destino único a reciclagem do windows NT.
Santa Maria necessita urgentemente debater o seu presente e o seu futuro, com soluções, sem o saudosismo ridículo do tempo de “ouro” da Aviação Civil quando uns poucos viviam muito bem para uns tantos outros viverem abaixo do limiar da pobreza. Não esqueçamos que os tempos áureos da Aviação Civil não passaram do açucareiro para fora.
BLOGMANIA
A blogmania parece que se instalou duma forma arrebatadora na Ilha de St.ª Maria. O aparecimento como cogumelos (espera-se que não sejam venenosos) desta nova forma de comunicação tem vindo a granjear larga simpatia em vários extractos do nosso pequeno meio. È saudável que assim seja. De certeza que contribuirão para um maior conhecimento não só dos problemas da Ilha mas, fundamentalmente, na apresentação de sugestões, ideias, projectos etc., com a finalidade primeira e única de engrandecer St.ª Maria e não como trampolim para atingir objectivos pessoais ou como janela de puro mal dizer que obviamente só serve a mentes doentias e prejudica seriamente este nosso pequeno reduto que é a Ilha do sol.
Se for por bem que venham mais.
Garajau “
Recebi por e-mail o comentário que acima transcrevi. Não tenho por hábito responder a desafios anónimos. Contudo, por achar que com esta resposta posso contribuir para mudar um pouco o estado em que está medrosa a opinião Mariense, aqui vai
Agradeço o seu comentário, é dos comentários dos meus leitores que alimento a minha inspiração. Contudo, permita-me algumas considerações sobre o mesmo:
A blogosfera é hoje considerada, em Portugal, como o local onde melhor se pensa e se escreve em Português. Para atingir objectivos pessoais parece-me um meio pouco eficiente, numa Ilha como Santa Maria, é mais fácil fazer política boca a boca, entre o ASAS, o Pipas e o bar do Minimercado do Ângelo, ou no Central Pub e no Bar do Clube Naval, do que propriamente num blog.
A Blogosfera permite depositar diariamente mais do que uma vez por dia pequenos pensamentos, filosofias muito pessoais, cogitações muito próprias que não são possíveis de ver publicadas em qualquer jornal ou revista. Uns por serem demasiado pequenos, outros por serem demasiado maus.
Quanto a mal dizer, não me parece que seja grave a critica séria desde que as pessoas se identifiquem e todos saibamos quem elas são. Se for Gente como você que para me mandar um comentário preferiu o anonimato de um endereço electrónico HOTMAIL, o assunto torna-se mais grave e tem como destino único a reciclagem do windows NT.
Santa Maria necessita urgentemente debater o seu presente e o seu futuro, com soluções, sem o saudosismo ridículo do tempo de “ouro” da Aviação Civil quando uns poucos viviam muito bem para uns tantos outros viverem abaixo do limiar da pobreza. Não esqueçamos que os tempos áureos da Aviação Civil não passaram do açucareiro para fora.
Domingo, Janeiro 11, 2004
Bom Ano de 2004 para todos nós.
É com prazer que faço esta incursão pela primeira vez neste molde do Olhómetro.
Para iniciar nada como pedir a alguém que me tente explicar qual a ideia, projecto ou será apenas protecção da orla maritima da Praia Formosa, e que para isso a Pousada tenha que desaparecer definitivamente, pois numa conversa de amigos foi-me informado da sua destruição parcial, pelo menos por enquanto.
Se o argumento são os velhos esgotos, a falta de condições higiénico-sanitárias e as infra-estruturas da sala de refeições, mande-se demolir, com a toda a nostalgia de aqueles que como eu passaram momentos de rara beleza (homenagem a um amigo).Mas volte-se a construir algo digno da melhor praia do mundo.
Se o argumento é apenas a orla maritima, não nos devemos esquecer do castelo que de altaneiro não tem nada, mas que de histórico tem a sua importância como qualquer outro. Após a primeira intervenção lá feita restam ainda uns ferros espetados no chão que esses sim têm feito historia e deixado marcas algumas delas bem profundas (principalmente nas canelas).
Por agora fico por aqui mas prometo voltar.
Um Grande abraço para todos os cagarros
É com prazer que faço esta incursão pela primeira vez neste molde do Olhómetro.
Para iniciar nada como pedir a alguém que me tente explicar qual a ideia, projecto ou será apenas protecção da orla maritima da Praia Formosa, e que para isso a Pousada tenha que desaparecer definitivamente, pois numa conversa de amigos foi-me informado da sua destruição parcial, pelo menos por enquanto.
Se o argumento são os velhos esgotos, a falta de condições higiénico-sanitárias e as infra-estruturas da sala de refeições, mande-se demolir, com a toda a nostalgia de aqueles que como eu passaram momentos de rara beleza (homenagem a um amigo).Mas volte-se a construir algo digno da melhor praia do mundo.
Se o argumento é apenas a orla maritima, não nos devemos esquecer do castelo que de altaneiro não tem nada, mas que de histórico tem a sua importância como qualquer outro. Após a primeira intervenção lá feita restam ainda uns ferros espetados no chão que esses sim têm feito historia e deixado marcas algumas delas bem profundas (principalmente nas canelas).
Por agora fico por aqui mas prometo voltar.
Um Grande abraço para todos os cagarros
Criminosos na estrada
Como no mundo bloguista mariense existe uma certa apreensão para a fiscalização que se faz nas estradas da ilha, aqui fica o meu contributo com votos para que a PSP faça mais e melhor....
No Verão de 2002, pela meia-noite, regressava da Maia em direcção a Santo Espírito, como se sabe uma estrada algo complicada. Bem, eis quando vem na minha direcção um carro totalmente descontrolado, certamente a mais de 80 km à hora ( a descer a Maia!!!). No último segundo virei para o muro mas não evitei um toque que me arrancou o espelho retrovisor, ofereceu vários riscos na pintura e um susto. O pior viria depois: um carro com cinco jovens totalmente alcoolizados, de garrafas de cerveja e whisky na mão, em festa, apresentando-se um deles como sacerdote na ilha, o que ainda hoje não acredito. Não sendo propriamente conservadores, eu e a minha esposa, ficamos literalmente «a rezar» para que a polícia e os tribunais tenham coragem de tirar estes criminosos da estrada.
Não é contra o beber, é contra o conduzir embriagado e em impunidade!
Como no mundo bloguista mariense existe uma certa apreensão para a fiscalização que se faz nas estradas da ilha, aqui fica o meu contributo com votos para que a PSP faça mais e melhor....
No Verão de 2002, pela meia-noite, regressava da Maia em direcção a Santo Espírito, como se sabe uma estrada algo complicada. Bem, eis quando vem na minha direcção um carro totalmente descontrolado, certamente a mais de 80 km à hora ( a descer a Maia!!!). No último segundo virei para o muro mas não evitei um toque que me arrancou o espelho retrovisor, ofereceu vários riscos na pintura e um susto. O pior viria depois: um carro com cinco jovens totalmente alcoolizados, de garrafas de cerveja e whisky na mão, em festa, apresentando-se um deles como sacerdote na ilha, o que ainda hoje não acredito. Não sendo propriamente conservadores, eu e a minha esposa, ficamos literalmente «a rezar» para que a polícia e os tribunais tenham coragem de tirar estes criminosos da estrada.
Não é contra o beber, é contra o conduzir embriagado e em impunidade!
Sábado, Janeiro 10, 2004
Santa Maria está preparada??
Um olhar sobre os acessos para pessoas com deficiências motoras em Santa Maria.
Após alguns dias a passear a pé pela nossa Vila, comecei a imaginar uma situação, que depois concluí que é no minímo frustrante!
Imaginei que era um deficiente motor, e que o meu único instrumento de transporte, era uma vulgar cadeira de rodas.
Saí da casa dos meus pais, situada na Avenida de Santa Maria, seguindo pelo passeio, e fiquei logo boquiaberto com a primeira dificuldade. Sabem meus senhores, reparei que não conseguia passar na interrupção do passeio que existe junto da ribeira do ginjal.
Então como vi que é díficil chegar á Vila, imaginei outro cenário!
imaginei que tinha ido de táxi até á Vila e pedi ao taxista para me deixar em frente do Jardim Municipal, visto que queria ir ás Finanças. Comecei a subir as escadas e lembrei-me, "de cadeira de rodas é impossível subir escadas por isso vou procurar o acesso para deficientes!" Depois de olhar atentamente á minha volta, reparei que não existem acessos! Então fui procurando o caminho ideal para ir até ás finanças; o meu percurso foi o seguinte: subi a Vila até á Vila A Desporto, virei para o parque de estacionamento que existe lá atrás, cheguei ao parque de estacionamento e reparei que a rampa que está lá para se subir para o passeio, é demasiado incliada para se subir numa cadeira, então, continuei sempre pelo meio do parque e da estrada até chegar á entrada do parque automóvel da Câmara Municipal, subi a rampa de acesso automóvel e depois então consegui apenas entrar no rés do chão da Câmara Municipal.
Depois tive que mandar uma carta e então fui até aos Correios. Tive de voltar outra vez pelo mesmo caminho que havia feito para chegar á praça de táxis, depois desci até aos correios e vi que não dá para subir as escadas; Mas o que valeu foi a máquina de selos cá fora! E comprei o meu selo! Mas não adiantou nada, porque os depositários para as cartas estão acima de uns quantos degraus.
Eu já me estava a passar com isso e decidi ir até um café lanchar!
Tentei chegar ao Atlântida, mas não deu! É que não existem inclinações no passeio que permitam uma cadeira de rodas descer para o nível da estrada e atravessar a rua! Nem sequer nas passadeiras!
Fiquei um pouco chateado e voltei para casa!
Á tarde, tinha um cheque para levantar e fui ao banco! Mas não deu! Também tem degraus! E este eu ainda acho mais grave, visto que foi remodelado há menos de um mês e não se lembraram de fazer um acesso! O luxo é dizer na televisão que o BCA está "aqui, aqui, aqui...aqui! e afinal não está!
Isto já para não falar de todas as caixas multibanco da ilha!
Eu passei-me e disse vou telefonar a alguém para me vir buscar, só que depois pensei: "Se eu estivesse mesmo numa cadeira de rodas eu não consigo chegar ás cabines públicas!"Depois de todas estas situações aconteceu outra! Derigi-me para a Biblioteca Municipal para ir ler um pouco, e... imaginem... outra vez escadas! Rampas??!! Nem cor delas!
Outro sítio que também poderia ter acessos e não tem, é o ginásio da Escola, onde decorre a maior percentagem de eventos desportivos da nossa ilha!
A situação, como vêm, está complicada! E eu então vim descendo a Vila até á nossa igreja!
Sabem uma coisa a Igreja Matriz, está munida de uma rampa de acesso para deficientes!
O pior é que esta rampa é do passeio para o adro da igreja! depois de estarmos no adro existem dois acessos para entrar na igreja, são eles: dois degraus a descer na porta lateral e dois degraus a subir na porta principal!
Bem meus caros leitores eu espero que reflitam sobre isso!
Imaginem que estão numa situação de dependência a 100 % da ajuda de outrém, e um dia passam a ser minímamente autónomos! Para qualquer um de nós seria uma vitória! O pior é a frustação sentida quando não conseguimos alcançar o que está tão perto... e tão longe!
Esta é a Santa Maria do séc XXI após o ANO EUROPEU PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA!
obrigado pela sua atenção!
Fernando Braga
Um olhar sobre os acessos para pessoas com deficiências motoras em Santa Maria.
Após alguns dias a passear a pé pela nossa Vila, comecei a imaginar uma situação, que depois concluí que é no minímo frustrante!
Imaginei que era um deficiente motor, e que o meu único instrumento de transporte, era uma vulgar cadeira de rodas.
Saí da casa dos meus pais, situada na Avenida de Santa Maria, seguindo pelo passeio, e fiquei logo boquiaberto com a primeira dificuldade. Sabem meus senhores, reparei que não conseguia passar na interrupção do passeio que existe junto da ribeira do ginjal.
Então como vi que é díficil chegar á Vila, imaginei outro cenário!
imaginei que tinha ido de táxi até á Vila e pedi ao taxista para me deixar em frente do Jardim Municipal, visto que queria ir ás Finanças. Comecei a subir as escadas e lembrei-me, "de cadeira de rodas é impossível subir escadas por isso vou procurar o acesso para deficientes!" Depois de olhar atentamente á minha volta, reparei que não existem acessos! Então fui procurando o caminho ideal para ir até ás finanças; o meu percurso foi o seguinte: subi a Vila até á Vila A Desporto, virei para o parque de estacionamento que existe lá atrás, cheguei ao parque de estacionamento e reparei que a rampa que está lá para se subir para o passeio, é demasiado incliada para se subir numa cadeira, então, continuei sempre pelo meio do parque e da estrada até chegar á entrada do parque automóvel da Câmara Municipal, subi a rampa de acesso automóvel e depois então consegui apenas entrar no rés do chão da Câmara Municipal.
Depois tive que mandar uma carta e então fui até aos Correios. Tive de voltar outra vez pelo mesmo caminho que havia feito para chegar á praça de táxis, depois desci até aos correios e vi que não dá para subir as escadas; Mas o que valeu foi a máquina de selos cá fora! E comprei o meu selo! Mas não adiantou nada, porque os depositários para as cartas estão acima de uns quantos degraus.
Eu já me estava a passar com isso e decidi ir até um café lanchar!
Tentei chegar ao Atlântida, mas não deu! É que não existem inclinações no passeio que permitam uma cadeira de rodas descer para o nível da estrada e atravessar a rua! Nem sequer nas passadeiras!
Fiquei um pouco chateado e voltei para casa!
Á tarde, tinha um cheque para levantar e fui ao banco! Mas não deu! Também tem degraus! E este eu ainda acho mais grave, visto que foi remodelado há menos de um mês e não se lembraram de fazer um acesso! O luxo é dizer na televisão que o BCA está "aqui, aqui, aqui...aqui! e afinal não está!
Isto já para não falar de todas as caixas multibanco da ilha!
Eu passei-me e disse vou telefonar a alguém para me vir buscar, só que depois pensei: "Se eu estivesse mesmo numa cadeira de rodas eu não consigo chegar ás cabines públicas!"Depois de todas estas situações aconteceu outra! Derigi-me para a Biblioteca Municipal para ir ler um pouco, e... imaginem... outra vez escadas! Rampas??!! Nem cor delas!
Outro sítio que também poderia ter acessos e não tem, é o ginásio da Escola, onde decorre a maior percentagem de eventos desportivos da nossa ilha!
A situação, como vêm, está complicada! E eu então vim descendo a Vila até á nossa igreja!
Sabem uma coisa a Igreja Matriz, está munida de uma rampa de acesso para deficientes!
O pior é que esta rampa é do passeio para o adro da igreja! depois de estarmos no adro existem dois acessos para entrar na igreja, são eles: dois degraus a descer na porta lateral e dois degraus a subir na porta principal!
Bem meus caros leitores eu espero que reflitam sobre isso!
Imaginem que estão numa situação de dependência a 100 % da ajuda de outrém, e um dia passam a ser minímamente autónomos! Para qualquer um de nós seria uma vitória! O pior é a frustação sentida quando não conseguimos alcançar o que está tão perto... e tão longe!
Esta é a Santa Maria do séc XXI após o ANO EUROPEU PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA!
obrigado pela sua atenção!
Fernando Braga
É UMA VERGONHA!!!!
Finalmente saiu!Foi em Maio de 2002, que os Eyeless, mais quatro bandas dos Açores, gravaram ao vivo na ilha Terceira, um Cd patrocinado pela "Direcção Regional da Cultura" em parceria com a "Paulo Borba Produções".
Após "n" datas apontadas para a apresentação do CD, e após outros tantos cancelamentos, os Eyeless, receberam esta semana os 20 CD's que tem direito.
Qual não é o espanto da banda quando vem a saber que o Cd já está apresentado (não se sabe é quem o apresentou!), e á venda (onde?).
E isto não é tudo, o nome dos Eyeless aparece escrito assim : "Eyless" ; e um dos melhores temas da banda intitulado "AGONIA" que é cantado em português, tal como o seu nome, aparece assim: "AGONY".
Isto é lamentável. São eles os próprios a incentivar os músicos açoreanos a compor em português, e depois escrevem os nomes das músicas portuguesas em inglês!! Se calhar é para dar estilo!!!
Sem mais nada de momento, porque uma situação destas deixa mesmo uma pessoa sem palavras, uma pessoa sente-se gozada, porque faz as coisas com muita dedicação e amor e depois vem "estes" e fazem as coisas sem atenção, sem o minímo de gosto e saem estas cenas tristes! Um abraço a todos aqueles que curtem os EYELESS!
ET
Finalmente saiu!Foi em Maio de 2002, que os Eyeless, mais quatro bandas dos Açores, gravaram ao vivo na ilha Terceira, um Cd patrocinado pela "Direcção Regional da Cultura" em parceria com a "Paulo Borba Produções".
Após "n" datas apontadas para a apresentação do CD, e após outros tantos cancelamentos, os Eyeless, receberam esta semana os 20 CD's que tem direito.
Qual não é o espanto da banda quando vem a saber que o Cd já está apresentado (não se sabe é quem o apresentou!), e á venda (onde?).
E isto não é tudo, o nome dos Eyeless aparece escrito assim : "Eyless" ; e um dos melhores temas da banda intitulado "AGONIA" que é cantado em português, tal como o seu nome, aparece assim: "AGONY".
Isto é lamentável. São eles os próprios a incentivar os músicos açoreanos a compor em português, e depois escrevem os nomes das músicas portuguesas em inglês!! Se calhar é para dar estilo!!!
Sem mais nada de momento, porque uma situação destas deixa mesmo uma pessoa sem palavras, uma pessoa sente-se gozada, porque faz as coisas com muita dedicação e amor e depois vem "estes" e fazem as coisas sem atenção, sem o minímo de gosto e saem estas cenas tristes! Um abraço a todos aqueles que curtem os EYELESS!
ET
Sexta-feira, Janeiro 09, 2004
Temas rápidos sobre Santa Maria. Exageros ?
Negativos:
A irrelevância dos políticos locais na angariação de influências para Santa Maria.
O caciquismo quase jacobino como escola de sucesso político e económico.
Critérios na feitura das obras públicas ( um mistério).
Qualidade da água ( outro mistério).
Ligações com o exterior. Sempre o mesmo. Os mais estranhos horários, especialmente nas ligações marítimas de Verão.
O Verão. É sempre a mesma conversa, mas ganhará Santa Maria com a invasão massificada, «agostiana», da classe média baixa de São Miguel ?
Iniciativa privada ? Esperam pelo Governo ? Pelo favor ? O jeito ?
Serviços médicos. Nada muda ? Diagnósticos pelo telefone ?
Preços aos consumidores. Os transportes não justificam tudo. A vida em Santa Maria é cara. Talvez das mais dispendiosas em Portugal.
Oposição a dias. Desconhecida. Ocupa-se da estética dos muros escolares ? E o resto ?
O jornal Baluarte como o mais socialista dos jornais socialistas que são conhecidos na galáxia em que vivemos ( e eu leio sempre o Baluarte e até sou de esquerda, mas aquilo é demais!)
Positivos:
A melhor ilha do mundo e, bem vistas as coisas, tudo se resolve.
Resistir
Negativos:
A irrelevância dos políticos locais na angariação de influências para Santa Maria.
O caciquismo quase jacobino como escola de sucesso político e económico.
Critérios na feitura das obras públicas ( um mistério).
Qualidade da água ( outro mistério).
Ligações com o exterior. Sempre o mesmo. Os mais estranhos horários, especialmente nas ligações marítimas de Verão.
O Verão. É sempre a mesma conversa, mas ganhará Santa Maria com a invasão massificada, «agostiana», da classe média baixa de São Miguel ?
Iniciativa privada ? Esperam pelo Governo ? Pelo favor ? O jeito ?
Serviços médicos. Nada muda ? Diagnósticos pelo telefone ?
Preços aos consumidores. Os transportes não justificam tudo. A vida em Santa Maria é cara. Talvez das mais dispendiosas em Portugal.
Oposição a dias. Desconhecida. Ocupa-se da estética dos muros escolares ? E o resto ?
O jornal Baluarte como o mais socialista dos jornais socialistas que são conhecidos na galáxia em que vivemos ( e eu leio sempre o Baluarte e até sou de esquerda, mas aquilo é demais!)
Positivos:
A melhor ilha do mundo e, bem vistas as coisas, tudo se resolve.
Resistir
A população de Calonecttris diomedea está a diminuir, mas a percentagem de bloguistas da espécie está sempre a aumentar, o Caveirinha é que sabe bem porquê.
Cheguei!!!
Finalmente consegui registar-me! Não estava fácil!
Primeiro que tudo quero mandar um abraço para todos, e felicitar o Binóculo pela feliz idéia de transformar o tão mal-falado (mas falado) Olhómetro num blog de acesso restrito...mais ou menos!
Ouvi dizer que o meu post é que ia ser lido no Saudosismos!!!
Epá, quer dizer que assim vou ter de trabalhar ainda mais para os meus próximos post serem de boa qualidade!!!
Abraço pra todos!
O meu blog MundoComplexo
Finalmente consegui registar-me! Não estava fácil!
Primeiro que tudo quero mandar um abraço para todos, e felicitar o Binóculo pela feliz idéia de transformar o tão mal-falado (mas falado) Olhómetro num blog de acesso restrito...mais ou menos!
Ouvi dizer que o meu post é que ia ser lido no Saudosismos!!!
Epá, quer dizer que assim vou ter de trabalhar ainda mais para os meus próximos post serem de boa qualidade!!!
Abraço pra todos!
O meu blog MundoComplexo
Os exilados de Santa Maria, a idade. Turistas.
36 anos. Leio estes ilustres blogs ( blogues?) marienses e reconheço que só conheço dois ou três dos seus autores.
Passeio nas ruas de Vila do Porto ( que são minhas como se sabe) e quase não conheço ninguém. Quem são estas pessoas ?
Na praia confundem-me com um qualquer japonês. Um primo distante diz que não, que é canadiano ou americano. Suspeitam que serei turista. É a idade a não perdoar.
Da minha primeira classe ( na melhor escola primária de Vila do Porto) não sei de mais de metade dos meus ilustres colegas. Onde andam ? Serão turistas ? Estarão a caminho ?
36 anos. Leio estes ilustres blogs ( blogues?) marienses e reconheço que só conheço dois ou três dos seus autores.
Passeio nas ruas de Vila do Porto ( que são minhas como se sabe) e quase não conheço ninguém. Quem são estas pessoas ?
Na praia confundem-me com um qualquer japonês. Um primo distante diz que não, que é canadiano ou americano. Suspeitam que serei turista. É a idade a não perdoar.
Da minha primeira classe ( na melhor escola primária de Vila do Porto) não sei de mais de metade dos meus ilustres colegas. Onde andam ? Serão turistas ? Estarão a caminho ?
Hoje vai haver 5 minutos de Blogs no ASAS das 17ás18
E assim vai a Blogosfera Cagarra, de saúde, produzindo muito e bem e a incomodar muita Boa Gente.
Vai haver novidade no pasquim da aldeia, houve ofensa por aquelas bandas.
O melhor é começarem a blogar porque se nos vão responder daqui a um mês, temo que transformem o V. Jornaleco numa espécie de 5 páginas de Blogues.
E assim vai a Blogosfera Cagarra, de saúde, produzindo muito e bem e a incomodar muita Boa Gente.
Vai haver novidade no pasquim da aldeia, houve ofensa por aquelas bandas.
O melhor é começarem a blogar porque se nos vão responder daqui a um mês, temo que transformem o V. Jornaleco numa espécie de 5 páginas de Blogues.
Hoje vai haver 5 minutos de blogs no ASAS das 17 às 18.
A Blogosfera Cagarra, está de saúde, produzindo muito e bem e a incomodar muita Boa Gente.
Vai haver novidade no pasquim da aldeia, houve ofensa por aquelas bandas.
O melhor é começarem a blogar porque se nos vão responder daqui a um mês, temo que transformem o V. Jornaleco numa espécie de 5 páginas de Blogues.
A Blogosfera Cagarra, está de saúde, produzindo muito e bem e a incomodar muita Boa Gente.
Vai haver novidade no pasquim da aldeia, houve ofensa por aquelas bandas.
O melhor é começarem a blogar porque se nos vão responder daqui a um mês, temo que transformem o V. Jornaleco numa espécie de 5 páginas de Blogues.
Pelos vistos o programa "Saudosismos" transmitido ontem no Asas teve o seu efeito, pelo menos a julgar pelo aparecimento de novos Blogues e bloguistas - Benvindos aos novos.
Contudo, a forma de não banalizar a blogosfera será, com diz o Nuno e bem, dando-se a conhecerem.`
É, sem duvida, muito mais interessante trocar ideias, discuti-las, discordar, opinar, enfim... botarfaladura com um interlocutor que se conheça, até por uma questão de respeito.
Ah, e já agora, tentem manter uma certa assiduidade, se possivel.
Contudo, a forma de não banalizar a blogosfera será, com diz o Nuno e bem, dando-se a conhecerem.`
É, sem duvida, muito mais interessante trocar ideias, discuti-las, discordar, opinar, enfim... botarfaladura com um interlocutor que se conheça, até por uma questão de respeito.
Ah, e já agora, tentem manter uma certa assiduidade, se possivel.
Parabéns Nuno.
Pelo adiantado da hora ainda não te foi comunicado, mas nas realidade és o pai de mais um blog cagarro.
Foi baptizado com o nome de VaiPorMim.
Como a criança foi concebida durante o programa "Saudosismos", terá vários padrinhos: o Toni, o Caveirex, o ET, o Ricardo e eu próprio.
Mais uma vez, Parabéns...compadre.
Pelo adiantado da hora ainda não te foi comunicado, mas nas realidade és o pai de mais um blog cagarro.
Foi baptizado com o nome de VaiPorMim.
Como a criança foi concebida durante o programa "Saudosismos", terá vários padrinhos: o Toni, o Caveirex, o ET, o Ricardo e eu próprio.
Mais uma vez, Parabéns...compadre.
Venham mais, participem mas acima de tudo digam quem são
Este Blog pode ser muito importante para desencadear novas ondas de pensamento sobre e nesta Ilha de Santa Maria, mas os contributos que se escondiam por detrás de nomes falsos e pseudónimos, têm que aparecer e identificarem-se convenientemente. As nossas ideias são aprofundadas quanto melhor os outros nos conhecem e quanto melhor nos damos a conhecer.
O exemplo de “Olho clinico”, eloquente e certeiro em vários comentários que li no olhómetro em formato Guest Book, apelava, nos forums, à participação das forças vivas de Santa Maria mas não se identificava convenientemente para que pudéssemos saber quem e que autoridade moral e cívica tinha para escrever o que escrevia.
O Mundo até pode ser dos espertos e dos cobardes, mas a Humanidade apenas relembra e guarda memória dos audazes, dos irreverentes, dos inovadores, dos empreendedores, muitas vezes incompreendidos no seu tempo e no seu meio e mais tarde altamente reconhecidos noutros meios e outros tempos.
Este Blog pode ser muito importante para desencadear novas ondas de pensamento sobre e nesta Ilha de Santa Maria, mas os contributos que se escondiam por detrás de nomes falsos e pseudónimos, têm que aparecer e identificarem-se convenientemente. As nossas ideias são aprofundadas quanto melhor os outros nos conhecem e quanto melhor nos damos a conhecer.
O exemplo de “Olho clinico”, eloquente e certeiro em vários comentários que li no olhómetro em formato Guest Book, apelava, nos forums, à participação das forças vivas de Santa Maria mas não se identificava convenientemente para que pudéssemos saber quem e que autoridade moral e cívica tinha para escrever o que escrevia.
O Mundo até pode ser dos espertos e dos cobardes, mas a Humanidade apenas relembra e guarda memória dos audazes, dos irreverentes, dos inovadores, dos empreendedores, muitas vezes incompreendidos no seu tempo e no seu meio e mais tarde altamente reconhecidos noutros meios e outros tempos.
Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Estou a ver que estes Bloguistas Marienses trabalham até tarde... ou não fôssemos nós cagarros.
Aproveito esta minha "posta" para corroborar da ideia do Tó João, de que temos que ser nós os "donos" do nosso destino.
Há que deixar de andar a reboque dos outros e tomar as rédeas do futuro da Ilha.
Concordo, e sempre defendi, que há que potênciar aquilo que é verdadeiramente nosso, que nos identifica e ao mesmo tempo nos distingue.
Aproveito também para cumprimentar o Toni, recém chegado a este forum, e pelo excelente "post" apresentado.
Espero que a Blogosfera funcione como motor de arranque para uma discussão, séria e profunda, dos problemas da Ilha, trazendo soluções, ideias, e contributos para tal.
Só depende de nós !
Aproveito esta minha "posta" para corroborar da ideia do Tó João, de que temos que ser nós os "donos" do nosso destino.
Há que deixar de andar a reboque dos outros e tomar as rédeas do futuro da Ilha.
Concordo, e sempre defendi, que há que potênciar aquilo que é verdadeiramente nosso, que nos identifica e ao mesmo tempo nos distingue.
Aproveito também para cumprimentar o Toni, recém chegado a este forum, e pelo excelente "post" apresentado.
Espero que a Blogosfera funcione como motor de arranque para uma discussão, séria e profunda, dos problemas da Ilha, trazendo soluções, ideias, e contributos para tal.
Só depende de nós !
Já cá estou também!
Este agradável serão a falar de blogs e daquilo que nos leva a criar e manter um espaço como este, convenceu-me decisivamente a, finalmente, vir aqui cumprimentar os “olhometristas”… e os “olhometrados”, igualmente.
Já foram aqui apresentadas algumas questões pelo Nuno Barata, Paulo Parece e pelo AJC que me interessam bastante. No entanto, e porque hoje (ontem) estivemos a gravar o programa sobre a blogósfera mariense e não só, no Asas do Atlântico, venho expor 1 ou 2 pontos sobre aquele clube - “a mais importante instituição privada de Santa Maria e uma das mais conceituadas nos Açores e no País”( # posted by fogotabrase - Sexta-feira, Dezembro 26, 2003)
Em primeiro lugar, gostaria de lamentar que Santa Maria tenha deixado fugir a “potência” que a frequência 1566 dava à nossa ilha, pois, permitia que as simpaticíssimas “bacoradas” do António Valente chegassem às Flores, o que nos dava uma dimensão realmente atlântica e pan-azorica.
Mas, principalmente quero felicitar estas últimas direcções do clube pelo esforço, dedicação e sucesso na reconstrução das estruturas físicas e financeiras do clube. No entanto, gostaria de apelar para que não permitam que este esforço em realizar obra que tardou em ser feita no passado, vos impeça de ser ambiciosos e audaciosos no presente.
Na realidade, Santa Maria reserva para Clube Asas do Atlântico um papel importante na sociedade mariense através da sua rádio, das actividades culturais e do desporto. A qualidade e a amplitude das consequências desta função social na sociedade mariense será reflectida propocionalmente à pertinência e eficácia das acções do Clube Asas do Atlântico.
ps. Voltarei ao assunto.
"azormonteiro"
Este agradável serão a falar de blogs e daquilo que nos leva a criar e manter um espaço como este, convenceu-me decisivamente a, finalmente, vir aqui cumprimentar os “olhometristas”… e os “olhometrados”, igualmente.
Já foram aqui apresentadas algumas questões pelo Nuno Barata, Paulo Parece e pelo AJC que me interessam bastante. No entanto, e porque hoje (ontem) estivemos a gravar o programa sobre a blogósfera mariense e não só, no Asas do Atlântico, venho expor 1 ou 2 pontos sobre aquele clube - “a mais importante instituição privada de Santa Maria e uma das mais conceituadas nos Açores e no País”( # posted by fogotabrase - Sexta-feira, Dezembro 26, 2003)
Em primeiro lugar, gostaria de lamentar que Santa Maria tenha deixado fugir a “potência” que a frequência 1566 dava à nossa ilha, pois, permitia que as simpaticíssimas “bacoradas” do António Valente chegassem às Flores, o que nos dava uma dimensão realmente atlântica e pan-azorica.
Mas, principalmente quero felicitar estas últimas direcções do clube pelo esforço, dedicação e sucesso na reconstrução das estruturas físicas e financeiras do clube. No entanto, gostaria de apelar para que não permitam que este esforço em realizar obra que tardou em ser feita no passado, vos impeça de ser ambiciosos e audaciosos no presente.
Na realidade, Santa Maria reserva para Clube Asas do Atlântico um papel importante na sociedade mariense através da sua rádio, das actividades culturais e do desporto. A qualidade e a amplitude das consequências desta função social na sociedade mariense será reflectida propocionalmente à pertinência e eficácia das acções do Clube Asas do Atlântico.
ps. Voltarei ao assunto.
"azormonteiro"
Modas e provincianismo
É verdade Paulo Henrique, Santa Maria ao longo dos últimos trinta anos ainda espera. E é nesse esperar que ficamos sem saber se é fatalidade ou se são vícios humanos.
Vejo que muitas vezes a ilha é vítima das modas, sem liderar o processo de escolha, das opções.
Por exemplo: se temos autarcas açorianos a reclamarem por marinas, sei que alguns meses depois as forças políticas da ilha vão pedir uma marina. Se temos campos de golfe em projecto nas outras ilhas, é certo e sabido que também se irá exigir a mesma coisa. Existe um fenómeno de imitação. Não digo que está errado o golfe ou a marina, mas percebe-se que são imposições do exterior, provavelmente de moda, sem critérios ou pressupostos.
Acredito, assim, que Santa Maria tem características próprias e que para inovar terá de abandonar o provincianismo ainda reinante. Provincianismo de vários dos seus legítimos representantes.
É verdade Paulo Henrique, Santa Maria ao longo dos últimos trinta anos ainda espera. E é nesse esperar que ficamos sem saber se é fatalidade ou se são vícios humanos.
Vejo que muitas vezes a ilha é vítima das modas, sem liderar o processo de escolha, das opções.
Por exemplo: se temos autarcas açorianos a reclamarem por marinas, sei que alguns meses depois as forças políticas da ilha vão pedir uma marina. Se temos campos de golfe em projecto nas outras ilhas, é certo e sabido que também se irá exigir a mesma coisa. Existe um fenómeno de imitação. Não digo que está errado o golfe ou a marina, mas percebe-se que são imposições do exterior, provavelmente de moda, sem critérios ou pressupostos.
Acredito, assim, que Santa Maria tem características próprias e que para inovar terá de abandonar o provincianismo ainda reinante. Provincianismo de vários dos seus legítimos representantes.
Bloguemos e má nada
“Os poetas do século vinte não escrevem livros. Arman-se em cantores e soltam gritos de rebelião” li isto algures numa contra-capa de um disco dos UHF dos anos 80. Nunca mais esqueci esta frase da autoria do vocalista do Grupo.
Hoje ao sair do ASAS do Atlântico depois de hora e meia a falar de blogs e blogosfera em Santa Maria e não só, apenas me lembrava daquela frase sábia do António Ribeiro. Ao tentar postar sobre a hora e meia que estivemos a conversar, Eu o Paulo Parece o Caveirinha o Tony Monteiro , o ET e o anfitrião Celina, só consigo dizer isto:
Os filósofos do século XXI não escrevem livros. Blogam!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
post colocado simultâneamente em fogotabrase
“Os poetas do século vinte não escrevem livros. Arman-se em cantores e soltam gritos de rebelião” li isto algures numa contra-capa de um disco dos UHF dos anos 80. Nunca mais esqueci esta frase da autoria do vocalista do Grupo.
Hoje ao sair do ASAS do Atlântico depois de hora e meia a falar de blogs e blogosfera em Santa Maria e não só, apenas me lembrava daquela frase sábia do António Ribeiro. Ao tentar postar sobre a hora e meia que estivemos a conversar, Eu o Paulo Parece o Caveirinha o Tony Monteiro , o ET e o anfitrião Celina, só consigo dizer isto:
Os filósofos do século XXI não escrevem livros. Blogam!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
post colocado simultâneamente em fogotabrase
Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o Tó João e o Barata pelos excelentes"posts" com que nos tem brindado e que deverão ser objecto de reflexão e discussão pela sua actualidade e pertinência. De facto, à muito que Santa Maria necessita de um sério debate de ideias, e de um abanão nas mentalidades que creio, poderá ser iniciado neste forum.
A verdade é que ainda hoje Santa Maria continua à espera do "messias" que possa resolver todos os problemas e proporcionar um melhor futuro. Foi assim no passado e continua a ser no presente. O caso Covaneiro é talvez o mais emblemático pelas proporções que tomou; tirando o facto de se tratar de um esquema de burla, o certo é que na sua essência o projecto era de tal forma abrangente que revitalizaria todos sectores de actividade da Ilha. Actualmente são os chamados "Projectos Integrados de Desenvolvimento" de que os politicos tanto gostam de referiri e apregoar.
E Santa Maria continua à espera...
Da iniciativa privada, poucos são os projectos e quando os há..." é ave a abater. Quer bater asas sozinho! Nem pensar! "
Do poder local: Nada! um autentico deserto de ideias e acções.
Eu vivo cá, e também "não entendo o fascínio eleitoral de tanta incompetência. Preguiça ?"
Tal como à trinta anos os Marienses continuam a viver numa passividade total, continuando à espera de um "D. Sebastião" que teima em surgir do nevoeiro .
"botafaladura"
A verdade é que ainda hoje Santa Maria continua à espera do "messias" que possa resolver todos os problemas e proporcionar um melhor futuro. Foi assim no passado e continua a ser no presente. O caso Covaneiro é talvez o mais emblemático pelas proporções que tomou; tirando o facto de se tratar de um esquema de burla, o certo é que na sua essência o projecto era de tal forma abrangente que revitalizaria todos sectores de actividade da Ilha. Actualmente são os chamados "Projectos Integrados de Desenvolvimento" de que os politicos tanto gostam de referiri e apregoar.
E Santa Maria continua à espera...
Da iniciativa privada, poucos são os projectos e quando os há..." é ave a abater. Quer bater asas sozinho! Nem pensar! "
Do poder local: Nada! um autentico deserto de ideias e acções.
Eu vivo cá, e também "não entendo o fascínio eleitoral de tanta incompetência. Preguiça ?"
Tal como à trinta anos os Marienses continuam a viver numa passividade total, continuando à espera de um "D. Sebastião" que teima em surgir do nevoeiro .
"botafaladura"
Filmes que vi e recomendo
Foi a ver cinema no velho Cine-Baptista ( agora um supermercado), de Vila do Porto, que sabia quem eram os maus e os heróis. Foi no Cinema do aeroporto que vi os refúgios de todas as eternidades.
Foi a ver cinema no velho Cine-Baptista ( agora um supermercado), de Vila do Porto, que sabia quem eram os maus e os heróis. Foi no Cinema do aeroporto que vi os refúgios de todas as eternidades.
Terça-feira, Janeiro 06, 2004
Algumas notas. Ainda sobre o poder político em Santa Maria. Memórias do Covaneiro
Existe o culto da reverência, uma certa veneração ao poder, como chave milagrosa para quase tudo. E a ironia é que por vezes, com a pobreza cultural que temos, é mesmo o poder político que resolve ou tenta resolver as coisas. Esta intervenção na justiça que assistimos nos últimos tempos, é um bom exemplo. Concordo, pois, com o Nuno Barata, a questão não é só de Santa Maria. Só que em Santa Maria, tem um cheiro mais acutilante.
Por vezes fala-se nas consequências do salazarismo e esquece-se que é nesta ausência de sociedade civil que reside esta menoridade cultural. O nosso povo fica à espera, talvez à espera dos milagreiros.
Referi o Covaneiro como modelo. Para quem não se lembra, o Covaneiro foi um vendedor de banha da cobra que apareceu em Santa Maria nos anos setenta. Ia revolucionar a ilha, produzir, desenvolver e sobretudo industrializar.
Covaneiro apresentava-se como doutorado em várias coisas, sendo especialista em acções mobiliárias populares. Em poucos dias já tinha celebrado contratos promessa com metade da ilha. Comprava tudo, por coincidência a crédito. Lembro-me que a minha avó Sofia, ainda lhe tentou impingir a Friagem ( hoje BCA), mas sem sucesso.
A loja do senhor Victor Cordeiro ( hoje Caixa Geral de Depósitos) era a sede, tendo um letreiro gigante que dizia qualquer coisa como «Urbiprojecta». Todos na ilha o queriam o conhecer, apertar a mão, ser seu amigo. A única coisa estranha, talvez suspeita, é que as pessoas de Santa Maria tinham de comprar uns títulos das empresas (futuras) do Covaneiro. Grande investimento, diziam alguns.
Bem, como se percebe, um dia o Covaneiro desapareceu, quase tão de repente como tinha aparecido e dos títulos da riqueza, das acções, ficou o que se sabe.
Como este mundo é feito de coincidências, outro dia, fiquei a saber que Covaneiro está vivo e cheio de projectos. Presumo, pois, que a Câmara Municipal de Vila do Porto, naquele seu estilo habitual, já deverá ter preparado uma recepção condigna, talvez um estudo feito por alguma empresa de consultadoria internacional...Uma homenagem ?
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Existe o culto da reverência, uma certa veneração ao poder, como chave milagrosa para quase tudo. E a ironia é que por vezes, com a pobreza cultural que temos, é mesmo o poder político que resolve ou tenta resolver as coisas. Esta intervenção na justiça que assistimos nos últimos tempos, é um bom exemplo. Concordo, pois, com o Nuno Barata, a questão não é só de Santa Maria. Só que em Santa Maria, tem um cheiro mais acutilante.
Por vezes fala-se nas consequências do salazarismo e esquece-se que é nesta ausência de sociedade civil que reside esta menoridade cultural. O nosso povo fica à espera, talvez à espera dos milagreiros.
Referi o Covaneiro como modelo. Para quem não se lembra, o Covaneiro foi um vendedor de banha da cobra que apareceu em Santa Maria nos anos setenta. Ia revolucionar a ilha, produzir, desenvolver e sobretudo industrializar.
Covaneiro apresentava-se como doutorado em várias coisas, sendo especialista em acções mobiliárias populares. Em poucos dias já tinha celebrado contratos promessa com metade da ilha. Comprava tudo, por coincidência a crédito. Lembro-me que a minha avó Sofia, ainda lhe tentou impingir a Friagem ( hoje BCA), mas sem sucesso.
A loja do senhor Victor Cordeiro ( hoje Caixa Geral de Depósitos) era a sede, tendo um letreiro gigante que dizia qualquer coisa como «Urbiprojecta». Todos na ilha o queriam o conhecer, apertar a mão, ser seu amigo. A única coisa estranha, talvez suspeita, é que as pessoas de Santa Maria tinham de comprar uns títulos das empresas (futuras) do Covaneiro. Grande investimento, diziam alguns.
Bem, como se percebe, um dia o Covaneiro desapareceu, quase tão de repente como tinha aparecido e dos títulos da riqueza, das acções, ficou o que se sabe.
Como este mundo é feito de coincidências, outro dia, fiquei a saber que Covaneiro está vivo e cheio de projectos. Presumo, pois, que a Câmara Municipal de Vila do Porto, naquele seu estilo habitual, já deverá ter preparado uma recepção condigna, talvez um estudo feito por alguma empresa de consultadoria internacional...Uma homenagem ?
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Para a minha inhazinha.....
Peço encarecidamente à minha comunistasinha de estimação que entre neste blog e dê o seu contributo. Eu que sou destro, careço de uma alma de esquerda para me avivar a imaginação é que isto de manter vários blogs no ar é obra.
deste seu fascistasinho preferido
Peço encarecidamente à minha comunistasinha de estimação que entre neste blog e dê o seu contributo. Eu que sou destro, careço de uma alma de esquerda para me avivar a imaginação é que isto de manter vários blogs no ar é obra.
deste seu fascistasinho preferido
Sobre o poder político em Santa Maria RSF
Caro António João Correia
O grande problema do poder e da oposição em Santa Maria, é igual ao resto do mundo, cada vez há menos gente a querer fazer politica. Além disso, deverás concordar que é muito difícil fazer oposição quando há gente que promete tudo e mais alguma coisa a troco de votos e da compra de algumas consciências. O Povo, este povo o qual me orgulho de pertencer mas com o qual me arrogo o direito de discordar, quer é promessas. Desde o Estado Novo que foram habituados a uma espécie de poder paternalista, que resolve os problemas de tudo e de todos. Com a Autonomia, aumentou esta dependência. Na verdade aquilo que mais se ouve são frases do tipo:
O Governo tem que fazer;
O Governo tem que acontecer;
O Governo tem que ajudar.
Esta postura pedinchante, também agrada ao poder instituindo, é a forma de subjugar os súbditos.
Quando aparece alguém que apresenta um qualquer projecto, uma qualquer iniciativa sem que a mesma tenha passado pelas tradicionais audiências ao secretário regional da Tutela, é ave a abater. Quer bater asas sozinho! Nem pensar!
Fogotabrase
Caro António João Correia
O grande problema do poder e da oposição em Santa Maria, é igual ao resto do mundo, cada vez há menos gente a querer fazer politica. Além disso, deverás concordar que é muito difícil fazer oposição quando há gente que promete tudo e mais alguma coisa a troco de votos e da compra de algumas consciências. O Povo, este povo o qual me orgulho de pertencer mas com o qual me arrogo o direito de discordar, quer é promessas. Desde o Estado Novo que foram habituados a uma espécie de poder paternalista, que resolve os problemas de tudo e de todos. Com a Autonomia, aumentou esta dependência. Na verdade aquilo que mais se ouve são frases do tipo:
O Governo tem que fazer;
O Governo tem que acontecer;
O Governo tem que ajudar.
Esta postura pedinchante, também agrada ao poder instituindo, é a forma de subjugar os súbditos.
Quando aparece alguém que apresenta um qualquer projecto, uma qualquer iniciativa sem que a mesma tenha passado pelas tradicionais audiências ao secretário regional da Tutela, é ave a abater. Quer bater asas sozinho! Nem pensar!
Fogotabrase
Sobre o poder político em Santa Maria
(ideias e dúvidas não definitivas, prematuramente provocatórias):
1) Criou-se a mistificação de uma certa participação democrática: o PS, mesmo se apresentar um asnático com propostas labregas (expressão que em Santa Maria não é tão pejorativa como parece), dá a sensação que ganha sempre. Os velhos ódios da «política aérea» contra João Bosco ( eu assisti à sova com o guarda-chuva!) ficaram de tal maneira enraizados que o PS, mesmo se etilizado programaticamente, esmaga. O que desejo dizer é que o «velho» PS mariense era mais bem preparado culturalmente e não teve muito sucesso eleitoral. A geração «socialista» mariense dos últimos anos é o que se vê e ganha. E o actual PS cheira a mofo, como se sabe, sem grande renovação.
2) A oposição fica a meio caminho. Não se reconhece com uma cara vencedora, apresentando tiques de algumas culpas pelo passado nada famoso em torno da defesa da ilha. Ao longo dos anos foi perdendo chama e não se empenhou naquilo em que o poder socialista mais falhou em Santa Maria: uma visão cultural onde se apostasse no desenvolvimento económico da ilha através da iniciativa privada e não com os velhos expedientes do favor, conhecimento, do jeito.
3) Por vezes vejo alguns ( sobretudo os mais veteranos) políticos da minha ilha actuando no que designo como o estilo político género «Covaneiro, fazemos tudo, desde que nos eleja». Vejo nada. Como vivo fora não entendo o fascínio eleitoral de tanta incompetência. Preguiça ?
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(ideias e dúvidas não definitivas, prematuramente provocatórias):
1) Criou-se a mistificação de uma certa participação democrática: o PS, mesmo se apresentar um asnático com propostas labregas (expressão que em Santa Maria não é tão pejorativa como parece), dá a sensação que ganha sempre. Os velhos ódios da «política aérea» contra João Bosco ( eu assisti à sova com o guarda-chuva!) ficaram de tal maneira enraizados que o PS, mesmo se etilizado programaticamente, esmaga. O que desejo dizer é que o «velho» PS mariense era mais bem preparado culturalmente e não teve muito sucesso eleitoral. A geração «socialista» mariense dos últimos anos é o que se vê e ganha. E o actual PS cheira a mofo, como se sabe, sem grande renovação.
2) A oposição fica a meio caminho. Não se reconhece com uma cara vencedora, apresentando tiques de algumas culpas pelo passado nada famoso em torno da defesa da ilha. Ao longo dos anos foi perdendo chama e não se empenhou naquilo em que o poder socialista mais falhou em Santa Maria: uma visão cultural onde se apostasse no desenvolvimento económico da ilha através da iniciativa privada e não com os velhos expedientes do favor, conhecimento, do jeito.
3) Por vezes vejo alguns ( sobretudo os mais veteranos) políticos da minha ilha actuando no que designo como o estilo político género «Covaneiro, fazemos tudo, desde que nos eleja». Vejo nada. Como vivo fora não entendo o fascínio eleitoral de tanta incompetência. Preguiça ?
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004
Nuno Barata, Paulo Parece, António João Correia, e até agora mais ninguém. E então onde anda o Zé das Cuecas, o Mario Jorge da Bomba a Maria de Malbusca o Melro Negro e tantos outros pseudónimos que andavam pelo olhómetro a mandar bocas.
E os mais do que suspeitos elogios que aqui se faziam à Drª Lucilia Soares? afinal deixaram de aparecer. Será que era sempre a mesma pessoa a os escrever?
Penso que sim e até aposto num nome ou num grau de parentesco se preferirem.
E os mais do que suspeitos elogios que aqui se faziam à Drª Lucilia Soares? afinal deixaram de aparecer. Será que era sempre a mesma pessoa a os escrever?
Penso que sim e até aposto num nome ou num grau de parentesco se preferirem.
Caro AJC
As suas iniciais são uma espécie de anonimato, não compreendo bem porquê até porque escreve bem, tem ideias claras do que não quer para Santa Maria.
Fazem falta à nossa Ilha pessoas que participem da vida cívica e da vida politica, mas dando a cara, dando a conhecer-se. Bem sei que muitas vezes as boas ideias são desvalorizadas por virem de quem vêm. Contudo, a nossa opinião acerca das pessoas também muda consoante o que delas vamos conhecendo melhor. Continue a participar Santa Maria precisa e quer novas ideias, Santa Maria necessita urgentemente libertar-se das quimeras que por ai se apregoam e acima de tudo urge libertar as amarras do passado. Passado que está longe, que foi pobre, que foi dependente do exterior e que foi de emigrantes e de saudosismos, que foi de fome suor e muitas, muitas lágrimas. É preciso construir um futuro sem olhar a este passado.
fogotabrase
As suas iniciais são uma espécie de anonimato, não compreendo bem porquê até porque escreve bem, tem ideias claras do que não quer para Santa Maria.
Fazem falta à nossa Ilha pessoas que participem da vida cívica e da vida politica, mas dando a cara, dando a conhecer-se. Bem sei que muitas vezes as boas ideias são desvalorizadas por virem de quem vêm. Contudo, a nossa opinião acerca das pessoas também muda consoante o que delas vamos conhecendo melhor. Continue a participar Santa Maria precisa e quer novas ideias, Santa Maria necessita urgentemente libertar-se das quimeras que por ai se apregoam e acima de tudo urge libertar as amarras do passado. Passado que está longe, que foi pobre, que foi dependente do exterior e que foi de emigrantes e de saudosismos, que foi de fome suor e muitas, muitas lágrimas. É preciso construir um futuro sem olhar a este passado.
fogotabrase
Domingo, Janeiro 04, 2004
Ilustres conterrâneos,
Cheguei por acidente de pesquisa ao vosso «blog» ( parabéns por esta iniciativa !).
Como sou um produto de Santa Maria, ainda que exilado, atrevo-me a enviar alguns comentários, obviamente pessoais.
Vejo a «minha» ilha como o produto sentimental de uma melancolia assustadora e lido com as memórias da minha infância mariense, como se lidasse com a ilha em forma humana. Quanto tento criar personagens de ficção, todas elas nasceram ou morreram entre as ruas Dr. Luís Bettencourt e Teófilo Braga. É, Santa Maria exerce um fascínio absoluto, como se fosse a extensão da memória, das colectâneas dos afectos. É uma ligação que conheço em outras pessoas, como se esta ilha viciasse os comportamentos na percepção das coisas. Santa Maria é, pois, a verdadeira ilha dos poetas e dos seus leitores.
Não gosto do modelo de desenvolvimento de Santa Maria.
Algures entre os compadres partidários dos copos, espertos de ocasião, aventureiros com visão subsidiada, zonas francas patéticas, invasões de mochilas às costas, fumadores de charros com sandálias pretas de peúgas brancas e ultimamente foguetões virtuais, fica a sensação que se continua a viver à espera de um «Godot» que resolverá as questões da ilha por milagre ou em situação de urgência, por decreto. Não percebo a razão pela qual não são as pessoas de Santa Maria e os que lá vivem a liderarem o seu destino, com qualidade e sobretudo com uma ideia de modernidade que não obedeça ao modelo «pimba» em vigor, tão do agrado da maior parte dos nossos autarcas e governantes.
Cheguei por acidente de pesquisa ao vosso «blog» ( parabéns por esta iniciativa !).
Como sou um produto de Santa Maria, ainda que exilado, atrevo-me a enviar alguns comentários, obviamente pessoais.
Vejo a «minha» ilha como o produto sentimental de uma melancolia assustadora e lido com as memórias da minha infância mariense, como se lidasse com a ilha em forma humana. Quanto tento criar personagens de ficção, todas elas nasceram ou morreram entre as ruas Dr. Luís Bettencourt e Teófilo Braga. É, Santa Maria exerce um fascínio absoluto, como se fosse a extensão da memória, das colectâneas dos afectos. É uma ligação que conheço em outras pessoas, como se esta ilha viciasse os comportamentos na percepção das coisas. Santa Maria é, pois, a verdadeira ilha dos poetas e dos seus leitores.
Não gosto do modelo de desenvolvimento de Santa Maria.
Algures entre os compadres partidários dos copos, espertos de ocasião, aventureiros com visão subsidiada, zonas francas patéticas, invasões de mochilas às costas, fumadores de charros com sandálias pretas de peúgas brancas e ultimamente foguetões virtuais, fica a sensação que se continua a viver à espera de um «Godot» que resolverá as questões da ilha por milagre ou em situação de urgência, por decreto. Não percebo a razão pela qual não são as pessoas de Santa Maria e os que lá vivem a liderarem o seu destino, com qualidade e sobretudo com uma ideia de modernidade que não obedeça ao modelo «pimba» em vigor, tão do agrado da maior parte dos nossos autarcas e governantes.
Sexta-feira, Janeiro 02, 2004
Era grande a minha espectativa, a julgar pelo que me tinham dito, acerca do fogo de artificio da passagem de ano. Disseram-me - fontes bem colocadas - que este ano seria o dobro do "fogo" e que seria um espectaculo de arromba, mas afinal "a montanha pariu um rato", ou melhor o Pico do Facho é que o pariu !
E não sou só eu a pensar assim, pelo que tenho ouvido e me apercebido, parece que todos acharam o mesmo.
Parece mesmo que já nem "fogo de vista" consegue convencer os Marienses!
Como não somos "tolos", não nos enganam nem com papas nem com bolos.
O mesmo é dizer, que mesmo sendo socialistas não se lhes tapam as vistas!
E não sou só eu a pensar assim, pelo que tenho ouvido e me apercebido, parece que todos acharam o mesmo.
Parece mesmo que já nem "fogo de vista" consegue convencer os Marienses!
Como não somos "tolos", não nos enganam nem com papas nem com bolos.
O mesmo é dizer, que mesmo sendo socialistas não se lhes tapam as vistas!
O Olhómetro tem condições para ser o melhor Blog colectivo totalmente produzido nos Açores. Os seus participantes (mdéstia à parte) têm capacidade de produzir posts a vários niveis, politica local e Regional, cinema, musica, rádio, informática e tantos outros temas que aqui podem ser trazidos.
Alguns que por ai andam gostavam muito de vir ao olhómetro falar da vida alheia sem dar a cara, agora que é preciso registarem-se, aqui de El-Rei quem me acode.
Somos poucos.Os temas, atendendo à época festiva, ainda não aqueceram. Espero que, com os embates politico-eleitorais que se aproximam, a coisa aqueça.
Coisa que se pode começar a debater são as obras de Santa Lucilia, ou serão de Santa Ingrácia? A ver vamos mas pelo andar da carruagem alguém vai saltar fora antes do tempo. Sismo cá com os meus botões que será lá para meados do Ano. Antes que o clima aqueça demasiado. A ver vamos.
Fogotabrase.
Alguns que por ai andam gostavam muito de vir ao olhómetro falar da vida alheia sem dar a cara, agora que é preciso registarem-se, aqui de El-Rei quem me acode.
Somos poucos.Os temas, atendendo à época festiva, ainda não aqueceram. Espero que, com os embates politico-eleitorais que se aproximam, a coisa aqueça.
Coisa que se pode começar a debater são as obras de Santa Lucilia, ou serão de Santa Ingrácia? A ver vamos mas pelo andar da carruagem alguém vai saltar fora antes do tempo. Sismo cá com os meus botões que será lá para meados do Ano. Antes que o clima aqueça demasiado. A ver vamos.
Fogotabrase.
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