Segunda-feira, Março 29, 2004

Porque o objectivo primeiro do OLHÓMETRO é ser uma espécie de consciencia escondida que de quando em vez nos sussura ao ouvido que não há que ter pejo em bradar em altos berros aquilo que nos passa pela carola, hoje trago-vos uma rara mas boa noticia.
As Anas (Costa e Carreiro), ficaram em 4º lugar, no festival da canção infantil que decorreu na Povoação no passado sábado.
Parabéns ás lindissimas representantes de Santa Maria, extensivos aos babados papás.
As miudas tem mesmo jeito, acreditem, estavam afinadissimas e cheias de 'speed'.
Fomos na minha opinião óptimamente representados.
Podem ouvir a actuação pelas 17:15' de hoje, 29-03-2004, em 103.2 FM.
Já agora não percam a transmissão integral do festival no próximo dia 11 de Abril, dia de Páscoa, aí pela hora do almoço, será certamente uma óptima sobremesa.
Mais uma vez parabéns e bjks do:
Ricardo

Domingo, Março 28, 2004

Amarelo mental / corada artificialmente

Sobre o post anterior, também de um António de Santa Maria, não resisto escrever que nunca percebi a influência «de sucesso» de Raul Brandão nestes Açores. Das ilhas desconhecidas a pinturas literárias cinzentas, criaram-se mitos de ilhas lusitanas, coradas artificialmente como a laranjada , «clichés» coloniais, arautos de ilhas virgens, certamente com utilidade contemporânea para turista ignorante em versão «pacote de férias de 7 dias com tudo incluído»; não esquecer ainda, o drama da imposição ditatorial do Capote e Capelo em grupos ditos folclóricos como política oficial.
Vinte valores para o post anterior. E se alguém quiser começar o movimento de resistência pela restauração da verdadeira coloração da melhor ilha do mundo, podem escrever o meu nome. Ilha amarela nunca!
António João Correia

Sábado, Março 27, 2004

Hora de mudança
A Hora muda hoje
o Governo muda em Outubro
Santa Maria: - Não me chamem amarela!!!!!
Essa coisa de me chamarem de “ilha amarela” tem-me dado a volta às tripas. Não é obra de um Mariense, de certeza. Já vem de há muito tempo, mas agora basta! Não aguento mais: não tenho cara de bufa nem de chinoca… e “japoneses” são aqui os vizinhos mais a norte.
Tudo começou quando me apareceu aqui um escritor que queria ser pintor:
1924. 10 de Junho. Passou aqui o dia, subiu-me o Pico Alto e depois teve de apanhar o navio para conhecer as outras ilhas. E lá foi ele a todo o vapor… Poucas horas esteve comigo mas, mesmo assim, nunca me chamou de amarela. Muito pelo contrário – de mim escreveu as palavras mais belas. Cá prá’gente, eu até gosto de alguns tons de amarelo, mas, às vezes, pintam-me com cada um!
Bem! Mas depois ninguém ligou a esse livro que o meu amigo Raul Brandão escreveu sob o título de “As Ilhas Desconhecidas” e que editou em 1926. Só no Estado Novo, com as primeiras políticas de turismo nos Açores é que esse livro veio à baila. Alguns senhores terão gostado da cor que o Raul deu à sua ilha (tipo: azul, verde, lilás) e, então, acharam que todas as ilhas tinham que ter uma cor. Muito lindo, mas… Amarelo!! Meus senhores: Onde é que foram ver isso no livro do Raul Brandão? Ah! Não foi só no livro… foi com os seus próprios olhos!?
Ah! Suas cabeças de pedra mais dura que o meu basalto e mais podres que os meus fósseis !!
DOIRADA! Meus senhores… DOIRADA! D O I R A D A !!!

[o excerto de Brandão, Raul – “As Ilhas Desconhecidas - Notas e paisagens”, Lisboa, 1926 que descreve Santa Maria está disponível abaixo deste mesmo “post” no blog Azormonteiro.
Pode consultar o livro completo aqui]

Sexta-feira, Março 26, 2004

Mais um Blog Mariense O Cagarro promete dár luta po hora foi só uma espécie de arranque. Deve estar a deixar os motores aquecerem
Amanhã, sábado, vai realizar-se na Vila da Povoação mais uma edição da Gala Regional de Pequenos Cantores, Caravela de Ouro.
Santa Maria estará representada por uma dupla de Anas, a saber Costa e Carreiro.
Portem-se bem meninas e vejam lá se nos trazem a Caravela.
Fora de brincadeiras, boa sorte e que ganhe o(a) melhor.
Bjks.

Quinta-feira, Março 25, 2004

Caus instalado

Imaginem uma Sexta feira de Agosto véspera de Rally. Navio cheio. 800 passageiros, fora os clandestinos. Caus instalado. Contudo, a largueza do porto de Vila do Porto transformado em Gare de passageiros, sempre ia dando vazão.
Agora imaginem o mesmo número de passageiros a passarem por uma gare marítima que só tem lotação para 200 e engalfinhados em cima uns dos outros à procura das Bagagens.

É o que dá quando as coisas são pensadas para ontem em vez de o serem para amanhã.

Foguetabraze

Quarta-feira, Março 24, 2004

A propósito da referencia que é feita no OLHÓMETRO pelo PParece ao facto de o ASAS estará fazer um esforço para melhorar a qualidade do serviço que presta a todos os marienses em particular, aos açorianos em geral e muito em breve a quem tiver a vontade de nos escutar em qualquer parte do planeta, cumpre-me, não como responsável pelo sector rádio do Clube Asas do Atlântico,mas como alguém que entende que apesar do advento da imagem, a rádio é e vai sempre ser o meio que melhor serve os objectivos primeiros de qualquer órgão de comunicação social, ou seja informar imediatamente, tecer os seguintes comentários que espero sirvam para reacender algumas chamas que com o tempo se apagaram e que ardiam tendo como combustível o facto de esta rádio ter sido, e esperemos continue a ser por muitos e longos anos a mais célere e única forma de os marienses expressarem aos quatro ventos o que querem para a sua terra, a nível social, politico, económico etc..
Como é do conhecimento geral o Clube Asas do Atlântico, á semelhança de quase todas as associações sem fins lucrativos, vive permanentemente em contenção de despesas. Ora tal facto é fruto de por imperativos financeiros ter sido obrigado a abdicar da sua emissão em onda média por a mesma ser incomportável, a titulo de exemplo só o custo da energia era á data do encerramento do emissor de 10 Kw’s de cerca de 300.000$00/1500€-mês.
Passando a emitir apenas em frequência modulada, viu fugir-lhe quase todo o mercado publicitário que a sustentava e que era basicamente o da cidade de Ponta Delgada, onde é ouvido em relativamente boas condições mas onde não consegue penetrar por o mesmo mercado estar saturado pelas rádios que nele actuam, e legitimamente, e também por não ter estruturas ‘in loco’ que possam potenciar a angariação de publicidade em quantidade suficiente para a manter em funcionamento.
Como se depreende a solução única que se afigura é basear-mo-nos no mercado local, que á semelhança de todos os que têm a mesma dimensão não está minimamente vocacionado para promover os seus produtos/serviços, porque como em todos os meios pequenos a mais eficaz promoção é aquela que passa ‘de boca em boca’.
Ora, aqui temos uma pescadinha de rabo na boca, se por um lado não nos é possível ‘brigar’ nos mercados maiores, por outro os pequenos não precisam de nós.
Na minha óptica, apesar da lei da rádio proibir terminantemente o apoio das autarquias ás rádios locais, a forma mais lógica, senão mesmo a única seria partir para uma solução que á primeira vista é um pouco ‘híbrida’, ou seja manter os apoios comerciais que felizmente vão aparecendo ainda que pontualmente, e arranjar uma forma de financiar a mesma recorrendo ao poder local por forma a manter alguns serviços que podem e devem ser considerados como serviço público.
Será esta, na minha opinião e sublinho, na minha’, já que poderá não ser este o caminho escolhido pelos futuros corpos sociais que dentro de cerca de um ano e meios irão tomar conta desta instituição, a única forma de manter ‘no ar’ a 103.2 FM.
Cabe aqui relembrar os relevantes serviços já prestados á região pela mesma, infelizmente em circunstancias trágicas, mas é nesses momentos que o ASAS mostra todas as suas potencialidades, com profissionais e colaboradores que dão o que têm e o que não têm para manter informados todos aqueles que por um motivo ou outro necessitam de alguma informação. Recordo o sismo de 1980 que enlutou as ilhas do grupo central do arquipélago. Foi á custa do espírito inventivo dos Srs. Manuel Ricardo e Eugénio Gabriel que o Asas conseguiu como que por artes mágicas manter a sua emissão no ar directamente da ilha terceira, quando todas as outras rádios estavam fechadas por falta de energia e ligações telefónicas. É que cá na casa a necessidade aguça o engenho há já longos tempos, quando não há inventa-se.
Fica aqui portanto mais uma opinião, apenas mais uma, correndo eu o risco de me chamarem coisas de que não vou certamente gostar, mas…
Se não ‘botar-mos’ mão a isto, ah podem crer que os meus próximos escritos sobre este tema vão ser a lamentar-me pelo facto de ‘em tempos ter existido na ilha de Santa Maria, nos Açores, uma estação de rádio, que se chamava, estação emissora do Clube Asas do Atlântico.
Já agora um obrigado ao PParece pelo incentivo, não há ninguém que não goste que lhe passem a mão pelo pêlo, e o ego agradece, mas isto de receber elogios dos amigos………

Um abraço do

Ricardo

Sábado, Março 20, 2004

A propósito da Crónica do Dia, quero aqui expressar o meu agrado e satisfação pela forma como a emissão do Asas tem vindo a crescer na qualidade. Naturalmente que isso reflecte-se nas audiências que tem vindo a crescer de dia para dia de uma forma notória. Tem-se notado um grande esforço na elaboração de um grelha de programas variada e uma forte aposta na informação, destacando-se um crescente empenho na informação local e regional a par de uma melhoria significativa de conteúdos na programação. A crónica do dia é disso um exemplo .
Evidentemente que para tudo isso muito tem contribuído o esforço e dedicação dos funcionários e colaboradores, bem como de todo o elenco directivo do Clube Asas do Atlântico.
Quero no entanto deixar uma palavra de apreço ao excelente trabalho do Ricardo Botelho como responsável pela Estação Emissora e pela dedicação e paixão que nutre, desde sempre, pela rádio.
Os resultados estão à vista provando que com esforço e dedicação se poderá chegar sempre mais além.
É caso para se dizer que : quem sabe, nunca esqueçe.
Bem haja por isso.
Escola Primária de Vila do Porto* «Rocks»!

Aos fins-de-semana leio «blogs» com exagero; como transitoriamente e nos últimos dois anos resido no estrangeiro, neste Oceano Pacífico sem fim, as notícias da minha ilha preferida têm um sabor especial, numa melancolia previsível. E, comparando, com a obsessão portuguesa em «blogar», e bem, por tudo e quase nada, reparo que a maior parte dos «blogs» que têm Santa Maria em mente estão bem escritos; isto é, as pessoas que aprenderam a escrever na escola primária de Vila do Porto não esqueceram. Sem modéstia, apetece-me voltar aos bancos da escola de um tempo onde o destino seria quase tudo, até a libertação dos sonhos. Bem sei que Santa Maria mudou (nem sempre para melhor), bem sei que todos nós mudamos, mas fico feliz por perceber que algures entre a nostalgia e a saudade de um tempo, ficam estes testemunhos da ilha, sobre a ilha de todos os dias. Como se diz na minha rua da América profunda: “Escola Primária de Vila do Porto «Rocks»!”.
António João Correia


* Aluno entre 1973-1977 (1ª Classe – 4ª Classe)

Sexta-feira, Março 19, 2004

"A Crónica do dia" feita blog
Surgiu o blog A Crónica do dia que, pelos seus participantes e pela sua periodicidade, promete ser um excelente espaço de (re)lançamento de temas para debate na Blogosfera e noutras esferas.
Para comemorar este nascimento actualizámos a lista de links dos blogs Autóctones.
Bem haja quem Observa!

Quinta-feira, Março 11, 2004

Uma nota para prestar a minha singela homenagem a um grande Homem, grande Pai e grande profissional que muito deu à Terra que o viu nascer. e às suas terras de adopção.
Nascido em Ponta Delgada, foi e será um Homem de Santa Clara e do Santa Clara, Em Santa Maria foi tudo, Paquete Escriturário até desempenhar as mais prestigiantes funções políticas. Atleta de grande nível, impulsionador de modalidades desportivas várias e dirigente Desportivo e Cultural.

O F.F., como era conhecido entre nós, os amigos, deixou o reino dos vivos mas estará sempre entre nós. Fernando Faria é daqueles que “por obras valorosas se vão da lei da morte libertando”.

Terça-feira, Março 02, 2004

O post do António João sobre lixo fez-me ir confirmar se, passado um ano e uma campanha de limpeza da Ilha ainda estava tudo na mesma. E é verdade, está tudo na mesma como a lesma lá para os lados de cemitério da Vila os funcionários jogam o lixo para o quintal do vizinho.


é caso para dizer: Foguetabraze